Jaime Braga: “Há setores da indústria que vão sofrer com a Economia Circular”

“Muitas inovações não chegam ao mercado porque o mercado ainda não as valoriza”, evidenciou Jaime Braga, assessor da direção da CIP, no 12º Forúm Nacional de Resíduos, que decorre hoje e amanhã em Lisboa.

 

O representante da indústria apresentou o resumo do questionário feita à indústria nacional sobre práticas de Economia Circular e expectativas nesta área. Trata-se de uma iniciativa inédita que resultou de um desafio lançado pelo 12º Fórum Nacional de Resíduos à CIP.

 

Olhando para o futuro, Jaime Braga alertou: "há setores da indústria que vão sofrer com a implementação da Economia Circular e, posso até dizer que estão já a 'chiar'".

 

Entre os constrangimentos identificados pela CIP, está a falta de informação, falta de sensibilidade de muito dos atores para a Economia Circular, o esforço financeiro necessário, restrições tecnológicas e geográficas, excesso de burocracia, falta de autonomia das empresas, entre outras.

 

Assim, para a indústria portuguesa, o estímulo da Economia Circular tem de estar associado a incentivos fiscais, nomeadamente através de majoração no Portugal 2020; benefícios financeiros e fiscais para empresas com práticas de Economia Circular.

 

A necessidade de sensibilização junto dos consumidores e nas áreas do associativismo é outra das necessidades apontadas pelo setor, como forma de estimular a procura por produtos enquadráveis no conceito da Economia Circular.

 

(in ambienteonline, 18/04/2018)