A nova a Diretiva da Água para Consumo Humano na 13.ª Expo Conferência da Água

A nova Diretiva da Água para Consumo Humano destaca a necessidade de promoção da economia circular na água - lança uma guerra contra o consumo de água engarrafada -, aposta em consumidores mais exigentes - incentiva a supervisão sobre a eficiência e eficácia dos fornecedores de água - e luta contra os riscos de abastecimento - capacitação das autoridades para melhor lidar com o problema.

 

Visa também alinhar as normas de qualidade da água potável aos dados científicos mais atualizados e adaptar a legislação a novos desafios. As normas requerem, por exemplo, a redução dos limites de concentração de certos poluentes, como o chumbo, compostos perfluorados e bactérias, a introdução de novos limites para os desreguladores endócrinos e a monitorização dos microplásticos.

Há também espaço para a introdução de regras para o acesso à água nas cidades e nos espaços públicos, instalando e promovendo a utilização de fontes de acesso livre, e que encorajem a disponibilização de água da torneira nos restaurantes.

 

João Sarmento, Conselheiro Técnico para a área do Ambiente, na Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia (REPER), em Bruxelas, vem à Expo Conferência da Água revelar as novidades sobre a nova Diretiva da Água para Consumo Humano cuja proposta foi recentemente aprovada pelo Parlamento Europeu e que terá ainda de ser negociada com o Conselho.

 

As questões-chave:

- Quais as motivações e novidades introduzidas na proposta de revisão da Diretiva da Água para Consumo Humano?

- Qual o ponto de situação da negociação em curso no Conselho da União Europeia e como se têm posicionado a Comissão e o Parlamento Europeu?