Fábricas de água: as tendências da REUTILIZAÇÃO

João de Quinhones Levy aceitou o desafio do jornal Água&Ambiente para estudar e apresentar o state of the art no mundo em matéria de reutilização.

O especialista, que em 2007 usou pela primeira vez o termo “Fábricas de Água” para se referir às ETAR, considera que o efluente final das estações pode ser utilizado como fonte de abastecimento de água para usos secundários – regas, autoclismos, lavagens de rua, etc. - e que o futuro das ETAR passará não só por tratar as águas residuais para as descarregar no meio receptor, como encarará esta infraestrutura como sendo ela própria uma origem de água.

No seu entender, para que tal aconteça há que promulgar a legislação necessária para estabelecer a qualidade das águas residuais após tratamento e uma nova mentalidade que considere irracional a utilização de água potável para usos secundários.

João de Quinhones Levy adianta ainda que tal utilização levará a que as ETAR sejam mais de âmbito local que regional e também à construção de redes secundárias. Conclui que os custos de construção e de operação das infraestruturas necessárias e a sua comparação com o custo de venda da água primária terão que ser analisados com vista a avaliar a sua exequibilidade.


Da tecnologia à garantia da qualidade da água para consumo, passando pelas políticas e legislação, o tema da reutilização está na ordem do dia. Uma legislação mais robusta para a reutilização de água está prestes a surgir da Europa Comunitária. É fundamental estar a par e antecipar o futuro.

Participe na 13.ª EXPO CONFERÊNCIA DA ÁGUA e conheça as respostas às questões:

  • Por que é que a reutilização se está a impor no mundo?
  • Quais são as tendências que reforçam e impõem a reutilização?
  • Qual o state of the art no mundo em matéria de reutilização e de tecnologias?