A dimensão do problema da REABILITAÇÃO de infraestruturas

"Em Portugal reabilitámos, nos últimos 5 anos, uma média anual de 0,5% da rede de água e 0,3% da rede de saneamento (alta e baixa). Assumindo que estas infraestruturas tinham uma distribuição linear da sua idade, estaríamos perante materiais que, em média, se manteriam funcionais, respetivamente, 200 e 330 anos."

Quem afirma é Pedro Perdigão, que irá apresentar o tema REABILITAR – A DIMENSÃO DO PROBLEMA, dia 21 de novembro.

Antecipando o painel da 13.ª Expo Conferência da Água que irá analisar a reabilitação de infraestruturas, Pedro Perdigão adianta algumas das questões mais pertinentes que preocupam o setor:

"Não havendo grandes dúvidas que as vidas úteis acima indicadas estão para lá das melhores expetativas das poucas organizações que as sugerem para estes equipamentos, importa perceber como tal situação, sem evidente impacto na qualidade do serviço, é possível.
Conseguiremos prever o final da vida útil destes equipamentos?
Será essa data uma inevitabilidade?
Estamos a atuar no sentido de afastar essa data?  
Qual o esforço financeiro futuro que nos espera para a reabilitação destas redes?"

 

A maioria dos investimentos nas infraestruturas do setor nacional da água foi realizada há mais de três décadas. Algumas entidades gestoras não possuem planos de manutenção e substituição e os ciclos políticos vão marcando prioridades de investimento que negligenciam muitas vezes a reabilitação das infraestruturas. A obsolescência e degradação têm um impacto direto na eficiência e eficácia dos sistemas e implicam custos financeiros, ambientais e riscos para a saúde das populações.

Participe na 13.ª EXPO CONFERÊNCIA DA ÁGUA e conheça as respostas às questões:

  • Qual e a dimensão e gravidade do problema?
  • O que é necessário reabilitar e qual a estimativa dos valores envolvidos?
  • Como solucionar os entraves à reabilitação?