13.º Fórum de Resíduos: Estudo vai comparar cálculo de indicadores em vários países

13.º Fórum Nacional de Resíduos está a desenvolver um estudo que compara as regras e metodologias de tratamento de dados da gestão de resíduos utilizados por Portugal, Alemanha, França, Suécia e Grécia.

 O objetivo é perceber se, numa matéria tão sensível, como a informação, Portugal tem capital de queixa que poderá invocar.

 

O estudo corresponde a um desafio lançado pelo jornal Água&Ambiente, que organiza o Fórum Nacional de Resíduos, às professoras Graça Martinho (na foto) e Ana Pires, investigadoras da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e será apresentado publicamente no primeiro dia do 13.º Fórum Nacional de Resíduos.

 

A comparação entre os indicadores de Portugal e os de outros Estados Membros em matéria de cumprimento das metas tem suscitado dúvidas e alguma controvérsia.

 

Com a aprovação das novas metas de resíduos em 2018, no âmbito do pacote para a Economia Circular, as regras tornaram-se mais exigentes.

 

A metodologia de cálculo para a taxa de reciclagem deixará de ter por base os potenciais recicláveis passando a considerar o total de resíduos urbanos, o que tornará mais difícil o cumprimentos das ambiciosas metas.

Segundo a atual metodologia de cálculo Portugal tem uma taxa de reciclagem 38 por cento. A meta prevê que se atinjam os 50 por cento em 2020, 55 por cento em 2025, 60 por cento em 2030 e 65 por cento em 2035.

 

Será que Bruxelas fornece instruções claras sobre o cálculo dos indicadores ou será que é a forma como cada país trata a informação que determina a sua distância relativamente às metas? Esta é uma das questões a que o 13.º Fórum Nacional de Resíduos quer responder.

 

O estudo comparativo de Portugal face a alguns outros países membros da União Europeia está em fase de finalização e a sua divulgação é aguardada com expetativa a 10 de abril, primeiro dia do 13.º Fórum Nacional de Resíduos.