Opinião Álvaro Menezes (Saneamento - Brasil): Um novo Ano Novo

30.12.2015

Mais um ano novo se aproxima e o que esperar de realmente novo, diferente, inovador, modificador ou algo que de forma sustentável contribua para que a sociedade creia em um futuro confiável?

 

Infelizmente e como se esperava, o final de 2015 chega com muitos resultados ruins na economia com reflexos significativos nos investimentos, nos projetos e nas obras de infraestrutura. É voz uníssona que se neste ano velho os investimentos já estiveram muito abaixo da média, para 2016 e até 2017, se estima que os números serão menores.

 

Escritórios de consultoria tem se dedicado a analisar e orientar seus clientes, mais privados que públicos, a observar com atenção quais as oportunidades que podem surgir neste momento e como o ano de 2016 pode se transformar em um ano novo.

 

Sem dúvidas, a forma como o Governo Federal conduziu a economia nos últimos cinco anos foi a causa mais evidente desta dificuldade atual. Fatores como o acesso a financiamentos do BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ou da CAIXA - bancos federais - as elevadas taxas de juros, a incerteza quanto a política fiscal, a grave crise política com respingos na relação entre poderes constitucionais, a indefinição quanto a investimentos novos e a conclusão de projetos já iniciados, a má gestão pública e a operação lava jato surgem como pontos relevantes nas análises que buscam saídas para incentivar a manutenção de investimentos no setor de saneamento, por exemplo.

 

Apesar destas dificuldades que não são únicas, é possível considerar - até repetir - que a gestão de serviços e a utilização de PPP - Parcerias Público Privadas na área de saneamento podem representar uma possibilidade de ter 2016 como um ano novo realmente.

 

O Jornal Valor Econômico anunciou a aprovação da venda da SAMAR - Soluções Ambientais de Araçatuba da OAS  para o grupo GSINIMA, o que é um bom sinal de continuidade do modelo jurídico e societário contratado em 2012 para vigorar por 30 anos, em uma cidade que conta com quase 193 mil habitantes.

 

Alguns Governadores em seus Estados e Prefeitos em suas cidades, tem aberto licitações e autorizado estudos para contratação de PPP ou de concessões plenas para gestão de serviços de água, esgotos e resíduos sólidos. Com o Real desvalorizado e com capacidade técnica para desenvolver projetos viáveis no setor de saneamento, o Brasil pode ajudar 2016 a ser um ano novo de fato novo, com investimentos e resultados para a sociedade, para operadores e para investidores.

 

Álvaro José Menezes da Costa é engenheiro civil graduado pela UFAL (Universidade Federal do Estado de Alagoas) com especialização em Aproveitamento de Recursos Hídricos (UFAL) e Avaliação e Perícias de Engenharia (UNIP - Universidade Paulista). É vice-presidente nacional da ABES-Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental desde 2012 e sócio da GO Associados Consultoria Multidisciplinar, responsável pelo escritório Norte/Nordeste. É consultor independente na Álvaro Menezes Engenharia & Consultoria. Foi gestor público no setor de saneamento durante 30 anos, ocupando na CASAL-Cia. de Saneamento de Alagoas os cargos de diretor de operações(1989-1991) e comercial (2007-2008), vice-presidente de gestão operacional (2008-2010) e presidente (2011-2014). Na COMPESA-Cia. Pernambucana de Saneamento foi diretor técnico(1999-2006). Foi presidente do Conselho Fiscal da AESBE–Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais entre 2011 e 2014 e membro de conselhos de administração da CASAL (1987/1989 e 2011/2014) e da COBEL - Cia. Beneficiadora de Lixo de Maceió (1995/1999).

TAGS: Opinião , Brasil , Álvaro Menezes , saneamento , água
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