C6 é nome de coligação que integra seis organizações de defesa do ambiente

Objectivo é "actuar solidariamente e a uma única voz"

27.03.2015

Seis organizações não governamentais de defesa do ambiente apresentaram formalmente ontem, em Lisboa, a criação da coligação C6 que fundaram recentemente.

 

A coligação integra o Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens (FAPAS), o Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA), a Liga para a Protecção da Natureza (LPN), a QUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza (QUERCUS), a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e a Representação em Portugal do WWF, Worldwide Fund For Nature (WWF Mediterrâneo - Portugal).

 

As organizações nacionais decidiram criar a C6 com objectivo de “actuar solidariamente e a uma única voz, sem prejuízo da autonomia de cada uma das parceiras, junto da sociedade civil e das instituições públicas e governamentais na defesa da protecção e valorização da natureza e da biodiversidade”.

 

A coligação terá em cada ano uma agenda comum de intervenção, será representada, anualmente, de forma rotativa, por cada uma das organizações constituintes e adoptou no regulamento, cuja assinatura formal constou da cerimónia pública de apresentação, o princípio da unanimidade na preparação e tomada de intervenções públicas.

 

Em 2015 a coligação pretende dinamizar uma campanha de sensibilização sobre os benefícios da Rede Natura 2000 e de defesa contra o ataque da União Europeia em diminuir o valor de proteção dos ecossistemas naturais incluídos nessa rede ecológica.

 

A coligação quer avaliar ainda o estado de financiamento público e privado da conservação da natureza e da biodiversidade e apresentar propostas neste domínio. Pretende ainda apresentar uma proposta para uma política de protecção e valorização da conservação da natureza e da biodiversidade.

 

“Em Portugal, enquanto se promovem iniciativas que pretendem dinamizar uma economia mais verde, desinveste-se na gestão das instituições com fortes responsabilidades de protecção e gestão dos valores naturais protegidos, criam-se oportunidades para amnistiar os que não cumpriram a lei ou desregulamenta-se em termos de ordenamento de território, sem cuidar de, simultaneamente, investir na prevenção e na capacidade efetiva de penalizar com eficácia os prevaricadores”, declara a coligação.

 

A coligação está, todavia, consciente do papel crítico que a mobilização da sociedade civil pode ter em impedir políticas erradas, conjunturais ou interessadas mas contrárias à sustentabilidade. Acredita que o papel das organizações não governamentais de defesa do ambiente é “absolutamente essencial para proteger e valorizar a conservação da natureza, para informar e sensibilizar a população para a defesa dos valores naturais rumo a um futuro mais sustentável” mostrando-se confiante para “gerar um efeito positivo de sensibilização e mobilização da sociedade civil".

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