Carlos Zorrinho: Redução de incêndios florestais - premiar resultados é um bom princípio

22.01.2018

[Comentário sobre o anúncio de que as centrais de biomassa, que irão beneficiar de tarifa bonificada, poderão ter também um prémio se ajudarem a evitar os incêndios nessas zonas]

 

Como já referi noutros comentários sobre a produção de energia a partir dos resíduos florestais, na fórmula de cálculo dos preços a pagar à produção têm que ser tidas em conta as externalidades positivas na redução do risco de incêndio e as externalidades negativas de uma eventual canibalização da fileira.

 

Um preço base adequado e uma certificação robusta da matéria prima utilizada  ajudará a responder ao problema da proteção da fileira. Os prémios de desempenho baseados na redução verificada nos incêndios verificados podem contribuir para uma maior mobilização da comunidade em torno do objetivo central de redução dos incêndios florestais.

 

O princípio do prémio atribuído em função dos resultados obtidos é  bom, embora exija uma implantação e uma monitorização muito cuidadas, como componente variável do incentivo.

 

Carlos Zorrinho, eurodeputado do PS, membro da Comissão da Indústria, da Investigação e da Energia no Parlamento Europeu, é licenciado em Gestão de Empresas e doutorado em Gestão de Informação pela Universidade de Évora. Foi professor catedrático do Departamento de Gestão da Universidade de Évora, deputado à Assembleia da República pelo PS (1995-2002 e 2004-2014), líder Parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República (2011-2014) e, no Governo, ocupou as funções de Secretário de Estado da Energia e da Inovação (2009 e 2011) e secretário de estado Adjunto da Administração Interna entre 2000 e 2002.

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