Conheça o primeiro concorrente oficial à privatização dos resíduos

Os rostos à frente do grupo Egeo e Antin Infrastructure Partners são os protagonistas desta semana

16.05.2014

A EGEO, empresa portuguesa a operar nos resíduos industriais, e a Antin Infraestruture Partners, fundo de investimento internacional especialista em mercados regulados, criaram um agrupamento para concorrer à privatização da Empresa Geral de Fomento - braço dos resíduos urbanos do Gupo Águas de Portugal. Com participações 50% 50%, as duas empresas vão entregar amanhã a proposta indicativa que diz respeito à primeira fase de privatização.

 

Neste processo, a liderança operacional será da EGEO e a liderança financeira será da Atin. Segundo Filipe Serzedelo, presidente da Egeo, "este agrupamento tem como objectivo desenvolver as melhores práticas ambientais em Portugal, neste sector, em parceria com os municípios". Por isso, apesar de haver capacidade de investimento suficiente por parte do agrupamento para adquirirem as participações das autarquias na EGF, os candidatos à privatização preferem contar com os municípios como accionistas.

 

Para a compra da EGF, feitas em partes iguais pelas duas empresas, a EGEO irá recorrer à banca para se financiar, enquanto a Antin entrará com capital próprio. A empresa portuguesa é detida em partes iguais por quatro grupos familiares. Já o fundo gere activos de mais de 1000 milhões de euros.

 

Bernardo Sottomayor, sócio português do fundo privado, recusou avançar o valor da ofertaque será feita pela EGF, garantindo que o actual quadro regulatório tirou valor à empresa "ao impor uma tendência de descida das taxas a pagar pelas autarquias".

 

Os responsáveis tranquilizaram ainda o sector, afirmando que, se ganharem esta privatização, "não irão usar a sua posição dominante para entrarem em concorrência desleal noutras áreas dos resíduos que não os resíduos urbanos". Possibilidade que tem sido aventada na comunicação social.



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