Katowice COP24: Renováveis serão mais baratas que o sistema atual e darão emissões zero antes de 2050

14.12.2018

Foi apresentado em Katowice, durante o COP24, um estudo com validade científica que indica que a transição para fontes de energia 100% renovável serão economicamente competitivas face ao atual sistema de combustíveis fósseis e nucleares e conduzirão a emissões zero antes de 2050.


O estudo foi realizado pela universidade finlandesa LUT, com experiência desde 1969 a juntar tecnologia e negócio e pela Energy Watch Group, uma ONG baseada em Berlim, que junta políticos e cientistas realizando estudos especializados em energia. Da investigação destas entidades surgiu o “Global Energy System based on 100% Renewable Energy”.


O estudo baseou-se numa simulação de transição energética, que contou com dados recolhidos durante mais de quatro anos e a pesquisa e análise de 14 cientistas, nas áreas da energia, aquecimento, transporte e dessalinização a um horizonte 2050.


Para Hans-Josef Fell, presdiente da Energy Watch Group, “este relatório confirma que a transição para 100% de energia renovável é possível e não será mais cara que o sistema atual”. O antigo deputado alemão, conclui que “os líderes europeus podem e devem fazer muito mais pela proteção climática do que aquilo que está hoje sobre a mesa”.


As conclusões principais são de que a transição exigirá uma eletrificação massiva em todos os setores energéticos e que o mix para atingir o totalmente renovável será cerca de 62% fotovoltaico, 32% eólico, 4% hídrico, 2% da bioenergia e menos de 1% de geotérmico.


O estudo também prevê que 85% da energia renovável será de geração local ou regional e que, em 2050, cerca de 94% do fornecimento de eletricidade será gerada por vento e Sol.


Em relação aos dados económicos o estudo aponta para que durante a transição os preços da energia estarão estáveis entre os 50 e 60 euros por MGW e as emissões de gases de estufa passarão de cerca de 4200 MtCO2 eq. para, em 2050, serem zero.


Os novos empregos criados pelo novo sistema 100% renovável serão em número superior a 1,5 milhões e as perdas no processo cerca de 800 mil, ficando todos estes setores com três a 3,5 milhões de postos de trabalho.


"A transição para 100% de energia limpa e renovável já é muito realista com a tecnologia de que dispomos atualmente”, concluiu Christian Breyer, professor de Energia Solar na LUT.

 

 

 

 

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