Luís Crespo (ESTELA): É preciso apostar em energias renováveis que sejam “despacháveis” (COM VÍDEO)

"3º Simpósio IPES: A Concentração Solar e o Futuro" está a decorrer em Évora até ao final do dia

02.02.2016

Se até agora o objectivo era apenas aumentar a integração de energia renovável chegou o momento de olhar cada vez mais para as energias renováveis que são despacháveis permitindo o armazenamento, como é o caso da energia solar térmica, que ainda não tem capacidade instalada em Portugal.

 

A ideia foi defendida pelo presidente da ESTELA (European Solar Thermal Electricity Industrial Association), o espanhol Luís Crespo, durante o "3º Simpósio IPES (Instituto Português da Energia Solar): "A Concentração Solar e o Futuro", que começou ontem e se prolonga hoje até ao final do dia, na Universidade de Évora.

 

“Uma grande parte da energia deve ser despachável (armazenável) de forma a manter o valor da energia. De outra forma, se vamos produzir muita energia ao mesmo tempo [que tem que ser escoada na hora], o valor vai perder-se”, alerta o especialista em declarações ao Ambiente Online.

 

É por isso que as "energias renováveis despacháveis, como a energia solar concentrada solar térmica, vão ter muita importância no futuro”, sublinha.

 

O simpósio é organizado pelo IPES em colaboração com a Universidade de Évora, LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia) e projecto STAGE-STE.

 

Ana Santiago

TAGS: Luís Crespo , ESTELA , energia solar térmica , concentração solar , energias despacháveis
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