Opinião Álvaro Menezes (Saneamento - Brasil): Ainda é possível sonhar?

28.03.2016

O momento vivido no Brasil faz com que se vá da completa e absoluta descrença, até a confiança otimista de que agora os exemplos dados, levarão os políticos a mudar e a sociedade a poder ter candidatos melhores para escolher.

 

Talvez, como já se viu em casos anteriores como o do impeachment do hoje Senador da República Fernando Collor de Mello ou mesmo no caso da famosa operação mãos limpas na Itália, a corrupção retorne com mais força e com pujança nunca vista.

 

Entretanto, sonhar é preciso. Sem dúvidas, o que se vive hoje por estas paragens tropicais é o maior caso de corrupção do mundo, com o agravante de ser conduzido, como se ouve em gravações, por importantes membros da “religião” lulopetista.

 

O que se ouve nesses áudios - de vozes conhecidas e reconhecidas ligadas ao Governo Federal - sempre acompanhados de confissões de pessoas do próprio staff do Governo Federal ou políticos do partido do Governo ou aliados firmes do PT ou operadores do esquema de corrupção ou diretores de grandes empreiteiras, deixa qualquer um assustado.

 

Propinas de US$ 1 milhão são mera esmola diante das cifras já devolvidas dos cofres de bancos Suíços, onde os corruptos brasileiros de hoje e de ontem abrigam suas fortunas, sob uma história de proteção a depósitos de dinheiro, cuja origem está manchada com o sangue e a fome de milhões de pessoas da América Latina, da África e mesmo da Europa. Mas, é necessário lutar.

 

O desemprego brutal resultante não só do descalabro da gestão do ex-presidente Lula que destruiu os fundamentos da macroeconomia com seu populismo, atingindo hoje a microeconomia com a falência de empresas, o calote generalizado, a redução da produção nas indústrias, a diminuição de vendas no comércio e a redução da renda familiar, são fatores que atestam a falta de conexão entre a realidade e o que diz a Presidente Dilma e o seu indicado “ministro da esperança”, Lula.

 

E pois, é imperioso enfrentar a realidade. Há estimativas de que as obras inacabadas envolvidas neste escândalo geraram e gerem a curto prazo prejuízos da ordem de US$ 22 bilhões. E a pergunta que se faz é se elas não precisam ser concluídas? Ou, se elas não precisavam ser contratadas, servindo apenas como motivo para girar a roda da corrupção?

 

O razoável seria que o Governo Federal pudesse, com base na lei e suas exceções e em favor do interesses público, repactuar os contratos e retomar aquelas obras com a máxima urgência para o bem da sociedade e visando a redução do atraso em infraestrutura que já se consigna no Brasil.

 

Álvaro José Menezes da Costa é engenheiro civil graduado pela UFAL (Universidade Federal do Estado de Alagoas) com especialização em Aproveitamento de Recursos Hídricos (UFAL) e Avaliação e Perícias de Engenharia (UNIP - Universidade Paulista). É vice-presidente nacional da ABES-Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental desde 2012 e sócio da GO Associados Consultoria Multidisciplinar, responsável pelo escritório Norte/Nordeste. É consultor independente na Álvaro Menezes Engenharia & Consultoria. Foi gestor público no setor de saneamento durante 30 anos, ocupando na CASAL-Cia. de Saneamento de Alagoas os cargos de diretor de operações(1989-1991) e comercial (2007-2008), vice-presidente de gestão operacional (2008-2010) e presidente (2011-2014). Na COMPESA-Cia. Pernambucana de Saneamento foi diretor técnico(1999-2006). Foi presidente do Conselho Fiscal da AESBE–Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais entre 2011 e 2014 e membro de conselhos de administração da CASAL (1987/1989 e 2011/2014) e da COBEL - Cia. Beneficiadora de Lixo de Maceió (1995/1999).

TAGS: Opinião , Álvaro Menezes , Brasil , saneamento
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