Paulo Preto dos Santos: “Enquanto a floresta for só valor ambiental vai continuar a arder” (COM VÍDEO)

03.07.2017

O secretário-geral da APEB (Associação dos Produtores de Energia e Biomassa), Paulo Preto dos Santos, mostra-se contra a “diabolização do eucalipto” e defende que “é preciso dar valor à floresta e não retirá-lo”.

 

O responsável foi ouvido esta sexta-feira na Assembleia da República pela Comissão de Agricultura e Mar, no âmbito da discussão sobre as medidas que integram a reforma da floresta, que deverá ser discutida e aprovada até 19 de julho.

 

“Não vejo nestes diplomas referência à biomassa ou à cadeira de valor. Só falam do valor ambiental e enquanto a floresta for observada só enquanto valor ambiental vai continuar a arder. A floresta arde porque está abandonada e está abandonada porque o proprietário não consegue de lá retirar valor", alertou  sublinhando que de outra forma será difícil promover a limpeza da floresta já que os custos são "colossais".

 

Paulo Preto dos Santos, engenheiro mecânico e director comercial da Winpower, escreveu na semana passada, para o Ambiente Online, o artigo “Por que arde a floresta em Portugal?”.

 

Preto dos Santos lembra que Portugal é o quarto país da Europa com maior incorporação de renováveis no consumo final de energia atingindo 27 por cento, mais de metade desta valor é garantido pela biomassa, realça.

 

"A biomassa é que nos ajuda a ter estes 27 por cento e nunca foi acarinhada. Tem vindo a ser o parente pobre das energias renováveis. Até há poucos anos era considerada um resíduo e necessitava de licença especial", lamenta.

 

O responsável considera ainda demasiado elevada a potência prevista (15MW) para as centrais geridas pelos município, segundo a proposta do Governo, e defende centrais de menor dimensão para facilitar o transporte e não encarecer a biomassa.

 

Vídeo: AR TV

TAGS: biomassa
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