Segurança dos produtos alimentares na UE atinge 98,4% em Portugal

31.07.2018

Estudo europeu revelou que os produtos alimentares com origem em Portugal apresentam uma segurança elevada com cerca de 98,4% das amostras dentro dos limites legais ou livres de resíduos quantificáveis. Este resultado é superior à média dos países da zona euro que apresentaram 96.2% dos alimentos livre de resíduos de produtos fitofarmacêuticos e com outros resíduos dentro dos limites legais.


Estes resultados foram publicados na última edição do estudo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) e confirma que os consumidores europeus continuam a poder contar com alimentos seguros.


No ano anterior, os resultados do estudo europeu apresentavam um número de alimentos seguros ligeiramente superior [97,2%], no entanto, no comunicado que acompanha a divulgação do estudo a EFSA atribui esta diferença à descoberta de resíduos de clorato, um composto que passou este ano a ser integrado na análise aos produtos.

 

Os dados monitorizados anualmente apontam para a segurança de mais de 96% das amostras analisadas. Da amostra total, destaque para o facto de cerca de 51% dos alimentos se encontrar livre de resíduos quantificáveis, valor que ascende a 53,6% no que respeita aos produtos avaliados com origem em Portugal.


Para António Lopes Dias, diretor executivo da ANIPLA - Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas – representante das empresas que investigam, desenvolvem, fabricam e comercializam produtos fitofarmacêuticos, “O sector da produção alimentar europeia está de parabéns pelos dados apresentados. Mais uma vez, os dados científicos revelados pela EFSA vêm espelhar o rigor e qualidade do trabalho de todos os que diariamente se dedicam à produção de alimentos, mas também de quem está na retaguarda a assegurar o desenvolvimento de tecnologia que permita aumentar continuamente o rigor e qualidade da produção agrícola.”

 

Já para o Comissário da UE para a Saúde e Segurança Alimentar, Vytenis Andriukaitis, “Tal como nos anos anteriores, este relatório confirma o alto nível de conformidade dos alimentos nas prateleiras da UE. Todos os anos, milhares de produtos alimentares são avaliados pelos Estados-Membros para verificar se os limites legais estão a ser respeitados. É o nosso dever assegurar aos cidadãos europeus que a cadeia alimentar da UE continua a ser a mais rigorosa e controlada do mundo”, conclui.

 

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