Semana Comentada: Diogo Faria de Oliveira, presidente da AEPSA (COM VÍDEO)

“Redução da estrutura da AdP não é medida é consequência”

10.10.2014

O presidente da Associação das Empresas Portuguesas para o Sector do Ambiente (AEPSA), Diogo Faria de Oliveira, administrador executivo da Aquapor, considera que a redução de administradores e órgãos sociais do grupo Águas de Portugal (AdP), anúncio feito pelo Ministro do Ambiente no âmbito da reestruturação do sector da água, não é uma medida mas sim uma consequência.

 

“Na minha opinião esta não é uma medida de reestruturação. É sim uma consequência do processo de fusão. Obviamente se temos 19 empresas e vamos passar a ter cinco empresas necessariamente os órgãos sociais e o número de administradores vão ser reduzidos”, sublinha o responsável.

 

Diogo Faria de Oliveira, protagonista da "Semana Comentada", chama a atenção de que todas estas pessoas são necessárias à gestão corrente dos sistemas multimunicipais. “Vejo aqui um conjunto de pessoas, sejam administradores, directores ou técnicos, que são o talento e motor das Águas de Portugal, e que serão sempre necessários na gestão dos sistemas multimunicipais, sejam eles 19 ou 5”, alerta.

 

Apesar disso o responsável considera que os aspectos positivos da reestruturação do sector da água superam largamente os aspectos negativos.


“Como aspecto positivo realço a poupança que no longo prazo irá ocorrer no consumidor final. Realço também que, no imediato, esta fusão vai reflectir-se nos municípios por via do fim dos caudais mínimos obrigatórios que os municípios têm que pagar. Por aí há logo um grande bebenfício nesta processo das fusões”.

 

Diogo Faria de Oliveira elogia ainda o anúncio da redução dos prazos das concessões de 50 para 30 anos. “Trinta anos permitem que as gerações futuras possam decidir num prazo mais curto", analisa. 

TAGS: Semana Comentada , presidente da AEPSA , Diogo Faria de Oliveira , reforma da água
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