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Resíduos contaminados
2003-11-27
Arrancou a construção da estrutura de confinamento dos resíduos contaminados do Complexo Químico de Estarreja. A obra foi adjudicada às Construções Gabriel, SA, empresa sediada no Porto, e está orçada em 6 milhões e 898 mil euros, 75 por cento dos quais comparticipados pelo Fundo de Coesão. Mas o projecto, que demorou uma década a passar do papel para o terreno, só deverá estar apto a receber os 303 mil metros cúbicos de resíduos perigosos no final de 2004. Isto porque a obra está condicionada às alterações climatéricas que entretanto se verificarem, avança na sua edição de Dezembro o jornal Água&Ambiente.
A intervenção começou com o afastamento dos resíduos, uma vez que o «aterro» vai erguer-se onde os resíduos estiveram depositados perto de 50 anos. O local será escavado, depois impermeabilizado e finalmente será colocada uma barreira de hidróxido de cálcio – que também funciona como barreira de protecção dado que fixa alguns poluentes. Os resíduos serão então colocados na estrutura, que será impermeabilizada e coberta. As monitorizações necessárias numa fase posterior são asseguradas pelo agrupamento de empresas do complexo químico que compõem o ERASE – Projecto para a Regeneração dos Solos de Estarreja, nomeadamente a Cires, a Uniteca, a Quimigal e a Adubos de Portugal.
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