Manuel Pinho defende harmonização das tarifas de biomassa
2007-07-19
O ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho, defendeu ontem a necessidade de proceder a uma harmonização europeia das tarifas pagas à biomassa sob pena de se criarem fluxos comerciais que não têm racionalidade económica.
No mesmo sentido, José Honório, administrador da Portucel, salientou que «não faz sentido transportar matéria-prima de um país que a produziu para outro», o que leva a um aumento das emissões de dióxido de carbono, por via do transporte. As declarações foram proferidas um encontro com responsáveis pelas principais indústrias europeias da fileira florestal. A iniciativa, promovida no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia, precede a realização do próximo Conselho Informal de Ministros para a Competitividade, a ter lugar em Lisboa, amanhã e depois.
As indústrias representadas pela Confederação Europeia da Indústria Papeleira gerem ou detêm enormes quantidades de biomassa florestal, a qual é utilizada pelas empresas não só como matéria-prima, mas também como fonte de cerca de 50 por cento das suas necessidades energéticas. Para estas indústrias, não pode ser esquecida a posição de referência que ocupam na cadeia de fornecimento de madeira e na capacidade instalada para a geração de energia a partir de biomassa.
Por toda a Europa, cerca de dez milhões de hectares poderão ser afectados para a produção de biomassa de segunda geração, estima José Honório. Para o responsável, a Política Agrícola Comum (PAC) deve direccionar os seus apoios para os agricultores cujas plantações estão disponíveis para a produção de biomassa.
«Em vez de se
canalizarem recursos para essas pessoas deixarem as terras sem
produzir, as verbas podem ser aplicadas para produzir algo que a
sociedade precisa», afirmou à margem da conferência
ao AmbienteOnline. Depois da Portucel ter assumido o interesse
por Angola para desenvolver a sua actividade, José Honório
admitiu ainda que a empresa está a estudar oportunidades ao
nível de outros países.
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