Empresas na expectativa dos concursos públicos para novas barragens
2007-12-20
Para António Sá da Costa, administrador da Enersis, o facto de o Governo ter dado a oportunidade dos diversos intervenientes do sector das renováveis de participarem em nove dos dez concursos do Plano Nacional de Barragens é uma boa notícia. Contudo, ressalva, «devia ter sido assim em todas as barragens. O que foi errado foi Ribeiradio».
Apesar da cativação à priori da barragem da Foz do Tua à EDP estar dentro da legislação, o responsável considera que «não é o mais correcto nesta fase do campeonato». Em relação a uma possível participação da Enersis nos concursos, o administrador afirma que «tudo dependerá das condições. Estamos à espera que saiam os termos dos concursos».
À espera de conhecer as condições de participação está também a Hidroerg. Só depois a empresa decidirá se avança e qual a estratégia que adoptará. «O que se conhece é o concurso que foi lançado no caso de Ribeiradio. Para os novos aproveitamentos ainda não foram divulgados os termos de referência, mas tudo o que possa abrir novas oportunidades é sempre interessante para as empresas do sector», destacou António Eira Leitão, presidente da Hidroerg.
No âmbito da hídrica, a Edifer conta revelar as suas iniciativas oportunamente. De qualquer forma, fonte da empresa adiantou que «o grupo defende fortemente as parcerias enquanto modelo de abordagem aos novos investimentos que potenciam a complementaridade de competências, as quais serão, naturalmente, com parceiros tecnológicos diferenciados».
O Plano Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, que vai envolver entre um a dois mil milhões de euros de investimento, prevê o lançamento de concursos internacionais para os aproveitamentos do Fridão (Tâmega), Padroselos (Beça/Tâmega), Gouvães (Torno/Tâmega), Daivões (Tâmega), Vidago (Tâmega), Almourol (Tejo), Pinhosão (Vouga), Girabolhos (Mondego) e Alvito (Ocreza). Em menos de três meses, o Governo deverá estar em condições para avançar com os concursos públicos para estas unidades.
Recorde-se que este plano faz parte das metas estabelecidas pelo Governo para a produção de energia com origem hídrica até 2020, no qual se prevê ultrapassar os 7000 MW de potência hídrica instalada e que permitirá a Portugal utilizar aproximadamente 70 por cento do seu potencial.
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