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Plano de eficiência energética dinamiza mercado da reabilitação urbana

2008-02-25
O Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética, apresentado na semana passada pelo Governo, poderá contribuir para dinamizar a reabilitação urbana. O parque nacional residencial conta com cerca de 5,5 milhões de fogos, dos quais menos de dois terços estão em bom estado de conservação.

De acordo com Miguel Barreto, director-geral de Energia e Geologia, apenas 62 por cento dos fogos existentes estão em bom estado de conservação. Por outro lado, há cerca de 1,2 milhões a necessitar de pequenas reparações e quase 800 mil a necessitarem de médias ou grandes reparações. Para incentivar este mercado o plano define três medidas: Janela eficiente, isolamento térmico e Calor verde. A primeira traduz-se num incentivo à substituição de superfícies vidradas não eficientes, prevendo-se que, neste âmbito, possam vir a ser reabilitados cerca de 200 mil fogos até 2015. A segunda passa pelo incentivos ao isolamento térmico, estimando-se que em 2015, 100 mil fogos sejam abrangidos. A terceira medida, designada de «Calor verde», respeita a um programa para instalação de 200 mil sistemas de aquecimento de ambiente eficientes, como por exemplo, recuperadores de calor a biomassa.

Estas medidas poderão ser financiadas, nomeadamente, através do cheque eficiência, referiu Miguel Barreto. Este é um prémio criado no âmbito do plano nacional, que visa a redução efectiva do consumo de electricidade para investir em medidas de eficiência. Assim, será atribuído um cheque de valor igual a 10 por cento do gasto anual de electricidade durante dois anos, no caso de haver uma redução de 10 por cento. O valor do cheque sobe para os 20 por cento se a redução se situar nos 20 por cento.

A operacionalização do plano implica a criação de um Fundo para a Eficiência Energética e um acompanhamento eficaz e articulado com o Programa Nacional para as Alterações Climáticas. O objectivo, é, segundo o ministro da Economia, Manuel Pinho, conseguir uma redução do consumo de energia em 10 por cento e «mitigar em cerca de um por cento ao ano o crescimento esperado da factura energética até 2015». Além das medidas previstas para o sector residencial e de serviços, estão ainda abrangidos os transportes, a indústria e o próprio Estado.

Autor / Fonte
Tânia Nascimento
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