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Resíduos
Tarifa mensal de resíduos poderá chegar aos 8 euros
2008-04-02
A actualização das tarifas por parte dos municípios «não vai acontecer de um ano para o outro», assim respondeu ontem Dulce Álvaro Pássaro, vogal do Conselho Directivo do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR), durante a 2ª Conferência de Resíduos «Novas Políticas, Novos Negócios», que está a decorrer até hoje, no Hotel Tivoli Tejo, em Lisboa. Quando será generalizada a aplicação de uma taxa sobre resíduos a todos os municípios e em quanto vai aumentar a factura mensal dos munícipes foram as questões lançadas pela plateia.
Até agora, «nenhum munícipe pagou pelo tratamento de resíduos, apesar de estes estarem a ser tratados pelas autarquias», lembrou Dulce Álvaro Pássaro.
A tarifa mensal de resíduos, que será definida dentro de dois anos em sede de regulamento, pode chegar aos 8 euros, mas, para a responsável do IRAR, «não é nada do outro mundo pagar-se mais 6 ou 8 euros mensais por fogo».
Filipa Santos, gestora de projectos da Weber Portugal, que está a fazer um estudo sobre a aplicação do sistema Pay-As-You-Throw (PAYT) no concelho de Óbidos, admitiu que a solução de aplicar uma tarifa variável, associada à produção de resíduos, «é a mais razoável». «Quanto menos produzirem e mais separarem, menos pagam», referiu. Ou seja, a tarifa pode começar nos 8 euros mas baixar para 6 ou 4 euros mensais, à medida que esse fogo vá produzindo menos resíduos.
Além disso, as tarifas podem variar, dependendo das ineficiências próprias de cada região. «Há autarquias que têm meia dúzia de pessoas espalhadas, e um ou outro ecoponto, pelo que a tarifa nestes casos será muito superior do que em concelhos onde existe uma maior concentração urbana», alega Dulce Álvaro Pássaro.
Para a aplicação generalizada da taxa o IRAR precisa de mais dois anos. «Depois de termos o regulamento aprovado, precisamos de mais dois anos para os municípios e as entidades gestoras se organizarem», concluiu.
Autor / Fonte
2008-04-02Ana Cristina Ferreira
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