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Produtos verdes ainda não (con)vencem
2008-08-27
Desde os anos 60 que o consumo
tem vindo a aumentar exponencialmente. As despesas de consumo médio das
famílias subiram de 4,5 biliões de dólares, em 1960, para 19,5 biliões em 2000.
O World Wildlife Fund estima que seriam necessários três vezes os recursos
actuais da Terra se todos os seres humanos consumissem o que consome o europeu
médio, e cinco vezes caso o estilo de vida norte-americano fosse o modelo
adoptado. A pegada ecológica humana ultrapassou a capacidade da Terra para
produzir recursos e absorver os resíduos produzidos desde meados dos anos 80.
Considerando as tendências
projectadas para os países desenvolvidos, o relatório «Talk the Walk – Advancing Sustainable Lifestyles through Marketing and
Communications», elaborado pela Utopies, uma consultora em desenvolvimento
sustentável, pela UNEP (United Nations Environment Programme) e pela UNGC
(United Nations Global Compact), em Dezembro de 2005, alerta para a necessidade
de operar-se a «desconexão absoluta» com o estilo de vida actual, de modo a
permitir uma redução do impacte ambiental, apesar dos aumentos globais de
população e consumo per capita.
Todavia, apesar de honrosas excepções, na maioria dos
países as fatias de mercado dos produtos verdes dificilmente excedem os 4 por
cento. A razão, diz o relatório, é que sem economias de escala, os grupos
comerciais não fazem lucros suficientes através dos produtos verdes de modo a
justificar investimentos em larga escala. «As campanhas para a diminuição dos
volumes consumidos são raras e dificilmente beneficiam de uma robusta
monitorização, de modo a aferir os reais impactes nos padrões de consumo»,
completa.
Segundo Afonso Lobato Faria,
director da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do Instituto de Soldadura e
Qualidade (ISQ), «existe um mercado de produtos verdes global, que está em
forte ascensão, que inclui o território nacional e os consumidores
portugueses». Também para Ana Paula Duarte, directora do Centro para o
Desenvolvimento Empresarial Sustentável (Cendes), pode falar-se de um mercado
de produtos ecológicos e ecoeficientes em Portugal. «Já estão à disposição dos
consumidores produtos e serviços ambientalmente orientados», diz.
Miguel Pinto, da cooperativa de comércio justo Equação, concorda que começa a existir um mercado para estes produtos, sobretudo junto aos grandes centros urbanos (Lisboa e Porto). «Dever-se-á à maior consciencialização dos consumidores, ao interesse de muitas empresas, e às normas e decisões politicas que incentivam e valorizam este mercado», reflecte.
Miguel Pinto, da cooperativa de comércio justo Equação, concorda que começa a existir um mercado para estes produtos, sobretudo junto aos grandes centros urbanos (Lisboa e Porto). «Dever-se-á à maior consciencialização dos consumidores, ao interesse de muitas empresas, e às normas e decisões politicas que incentivam e valorizam este mercado», reflecte.
Autor / Fonte
Sofia VasconcelosNotícias relacionadas
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