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Amave coloca minhocas a tratar resíduos sólidos urbanos
2009-03-03
A
funcionar desde 1991, a Amave - Associação de
Municípios do Vale do Ave dá agora um novo passo na sua
história ao colocar minhocas a tratar resíduos sólidos
urbanos (RSU). A sua unidade de vermicompostagem, com capacidade de
tratar 1000 toneladas de RSU por ano, foi hoje publicamente
apresentada, no CITRUS – Centro Integrado de Tratamento de Resíduos
Urbanos.
As
taxas de reciclagem esperadas rondam os 80 por cento e os custos
ambientais e financeiros estimam-se inferiores aos convencionais. O
projecto foi realizado pela Lavoisier - Gestão e Valorização
de Resíduos. «A Amave apostou nesta tecnologia, ainda
que numa pequena escala, pelo potencial que esta apresenta,
nomeadamente quanto à obtenção de um produto
final (húmus) de qualidade superior e pela reciclabilidade que
os materiais não biodegradáveis - plástico,
vidro e metais - apresentam no final do processo», explica
António Quintão, responsável técnico da
associação de municípios, ao AmbienteOnline.
A
espécie de verme utilizada é comummente designada por
“vermelha californiana”. As minhocas digerem toda a
componente orgânica dos resíduos urbanos (restos de
comida e de jardins, assim como papel e cartão), sendo
posteriormente possível, através de crivos, separar o
composto obtido dos resíduos de embalagens de plástico,
vidro e metal.
Desde
o início do ano que a unidade, que implicou um investimento de
250 mil euros, está em fase de testes.
6,8
milhões em novas infra-estruturas
Além
desta infra-estrutura, foram hoje também apresentadas as obras
da plataforma de triagem e a ampliação da capacidade de
triagem, no âmbito da implantação do Plano de
Acção 2007 – 2016, onde foram investidos mais 2,3
milhões de euros.
A
plataforma de triagem é uma valência que dotará o
CITRUS de um espaço de recepção e armazenamento
de fluxos, como resíduos de equipamentos eléctricos e
electrónicos. Já a ampliação da
capacidade de triagem, conseguida através da de uma extensão
do edifício original e da implantação de uma
nova linha de triagem, dará uma capacidade de resposta
significativamente superior à existente. Esta nova linha, com
uma capacidade de processamento superior a duas toneladas de resíduos
de embalagens de plástico e metal provenientes dos ecopontos,
é dotada de um bunker de alimentação e
métodos de separação balísticos e
ópticos.
Para
este ano é também prioridade da Amave a remodelação
da sua unidade de tratamento mecânico e biológico, que
data de 1995. «Vamos montar a montante do processo de
bio-reacção um processo de pré-triagem de RSU e
dotar um dos bio-reactores de capacidade para tratar resíduos
urbanos biodegradáveis recolhidos selectivamente, o que não
sucedia até agora», desvenda António Quintão.
A
obra, que envolve 4,5 milhões de euros e foi adjudicada às
empresas Cantinhos e Masias, terá de estar concluída
até 30 de Junho.
Autor / Fonte
Tânia NascimentoNotícias relacionadas
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